Percebe porque um festival na Bélgica é mais legal? Além do nome bom, as pessoas se dedicam de coração ao que fazem: repare na fisionomia do rapaz! Compenetrado em servir o máximo de álcool com o mínimo de desperdício para as bandas.
Se você tem um passado rock yeah! e hoje tem um pé nos blips&blops, isso talvez faça sentido.
Punk at a museum - this is definitely one of the loudest performative contradictions offered within the cultural purview. At least at first sight, when destruction is faced with conservation, the proletariat with the bourgeoisie, and garbage with culture."
(Tudo bem, se sua paciência com museus, punk ou com ambos é pequena, talvez não desperte nem um sorriso amarelo...)
Punk - No One Is Innocent, nome da exposição em questão, fica no Kunsthalle Wien, em Viena, até setembro. Que tal uma viagenzinha curta até a Áustria nesse fim de semana?
O MPF (Ministério Público Federal) aponta o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB) como uma espécie de chefe político da quadrilha desmantelada na Operação Segurança Pública SA, nesta quinta-feira, e "imprescindível" para o funcionamento dela. O deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), ex-chefe da Polícia Civil do Rio, foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro."
Tá, desculpa perguntar mas... Alguém conseguia realmente olhar para o Garotinho e se sentir seguro? Ou sentir que a carteira estava segura? Descontados os evangélicos da mesma denominação dele (e eu não sei qual é o templo de preferência dele), qualquer ser humano com alguma capacidade (mínima que seja) de racionalizar e 1% de bom senso sabia que aquela cara (aquelas, já que a Rosinha também não engana nem a manicure) era de uma pessoa com a qual você só podia falar do tempo. Qualquer outro assunto, da sua fé ao seu imposto, aposto que terminaria em prejuízo.
Mas sejamos honestos (embora ele seja do PMDB e essa palavra não costume acompanhar essa sigla): Não tem nada provando benefício financeiro do Garotinho. Ele seria meramente um padrinho, um Corleone digamos, das benesses ilegais oferecidas aos bicheiros. Mas você, com toda essa ingenuidade que a vida te deu, acredita que ele faria isso de graça?
Correndo o risco de ser mal interpretado, eu devo admitir que adoro descobrir bandas não só de mulheres que tem uma mulher na bateria. Donnas, Bangles, Runaways e Sleater-Kinneys que me perdoem, nada contra a combinação mulheres+música mas, assim como no caso do Thermals ou do Sons & Daughters, uma combinação mulher+homem na banda parece melhor. Ou soa melhor, vai saber. Mas o caso de uma baterista ser a única mulher é tão raro (não lembro de outra agora, mas corrija minha falta de memória sem medo...) que eu achei que merecia um post.
É isso.
Se isso (A internet me deixou BURRO DEMAIS!, Folha) é verdade (e, fundo, todo mundo deve ter pelo menos meio motivo para achar que realmente é) eu não sei, mas você há de concordar que, quando fala '(...) praticamente não lêem. (...) preferem dedicar uma quantidade inacreditável de tempo a vasculhar vidas alheias e a expor as suas próprias em redes de relacionamento como o Facebook e o MySpace', Mark Bauerlein não está sem razão.
Aí você transporta isso para o Brasil aqui e descobre que nós passamos quase um dia por mês online (mentira, só você deve passar um dia e meio por semana online, mas a matemática não tem como evitar essa simplificação) e, no geral frequentamos... chats e comunidades virtuais.
Sim, nós somos uma nação embasbacada (no geral), como diz o subtítulo do livro de Bauerlein.
E quando não estamos online, afinal de contas nós ainda temos uma vida física mais ou menos importante, a pesquisa do IPL mostra que estamos lendo a Bíblia (nada contra, mas não acredito que dogmas ensinem a pensar ou desenvolvam raciocínio lógico-crítico), Paulo Coelho, Machado de Assis e Jorge Amado.
Sem o menor desejo de deixar o preconceito aparecer escancarado, aposto que as pessoas - NO GERAL, veja bem, você pode ser uma excessão. E isso só confirmaria a regra - lêem Paulo Coelho e a Bíblia por vontade própria, Machado de Assis por imposição escolar (ou citam o Bruxo pelo simples fato de que, convenhamos, ficou mais famoso em nossa memória do que Joaquim Manoel de Macedo ou Graça Aranha) e Jorge Amado pelas adaptações infindáveis de suas obras para cinema e televisão.
Prova de quê a atenção anda curta, a vontade de ler é irrisória e que apenas redes sociais fazem sucesso na web é que, se eu não tivesse escrito esse texto, talvez não tivesse lido ele até o fim. Pois é.
E, sim, funciona. Clica nas fotos e confere (A foto em tamanho maior, não um vídeo do apetrecho realmente em funcionamento.)